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O Ventre de Oxum traz-nos a história de Júlio Ferraz, um personagem lacônico, que ainda criança descobriu-se sozinho mesmo quando rodeado por uma multidão. Aos dezoito anos, Júlio, assumidamente ateu, ganha de seu pai uma viagem a Salvador. Por conta do acaso, ou não, Júlio tem o seu primeiro contato com o candomblé. Nesta ocasião, ele é interpelado pó Oxum que, por intermédio da mãe-de-santo, envia-lhe uma profecia. Será essa profecia que concomitantemente o guiará e atormentará ao longo de uma vida marcada por amores brutais e traições dilacerantes. E foi neste cenário excessivamente humano que o Autor situou as suas discussões sobre o perene processo de dor a que os Homens se autocondenam movidos pela intolerância a diversidade dentro da própria diversidade.
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Em seu primeiro e promissor trabalho, O Ventre de Oxum, Wagner Ribeiro aborda um tema por muitos considerado um tabu e até exorcizado por diversas culturas: a homossexualidade. É por esta estrada tão acidentada, quase sempre percorrida com sacrifícios, mesmo o da própria vida (registre-se o noticiário divulgado pela imprensa cotidianamente), que o Autor faz Júlio Ferraz caminhar.

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